quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

FOTOGRAFIA COM PIPOCA APRESENTA: E O BUDA DESABOU DE VERGONHA


E o primeiro Fotografia com Pipoca chega ao fim com sua última sessão em 6/12 com o filme E o Buda Desabou de Vergonha (2007), filme produzido pela diretora Hana Makhmalbaf (1988 - Atual) e nessa edição debatido pela Professora Dra. Tereza Lenzi (ILA/FURG) que trouxe a discussão da fotografia no cinema como forma de potencializar alguma mensagem a ser passada pelo diretor ou como forma de provocar os sentimentos do espectador.

(Cena do filme E o Buda Desabou de Vergonha)

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

PHOTOGRAPHEIN NO III SEMINÁRIO INTERNACIONAL ENSINO DA ARTE


Durante os dias 27/11 a 1/12 ocorreu na Universidade Federal de Pelotas o III Seminário Internacional Ensino da Arte: O Avesso das Práticas na qual o Photographein - Núcleo de Pesquisa em Fotografia e Educação (UFPel/CNPq) possuiu forte presença. 

Durante suas pré atividades denominadas de "Ciclo de Práticas de Ensino da Arte", proporcionado pelo Diretório Acadêmico Lígia Clark, o grupo de pesquisa realizou a oficina "Viver no Porto e ter um Porto em sua vida" na qual os participantes deveriam realizar um livro de artista em conjunto, refletindo sobre a reativação do porto na cidade de Pelotas e as reverberações que ele provoca, tanto nos habitantes de seu entorno quanto seu impacto ambiental em cadeia que se estende para muito além da cidade. Os apresentadores contaram com a coordenadora do grupo, Professora Dra. Cláudia Brandão e os bolsistas Ítalo Franco Costa, Guilherme Susin Sirtoli e Dhara Fernandes Nunes Carrara.

 (Cartaz da oficina de livro de artista)

 (Participantes usam diversas técnicas para confeccionar o livro, uma delas a colagem)

(Participantes e palestrantes da oficina)


A Professora Dra. Cláudia Mariza Mattos Brandão juntamente com a Professora Dra. Helene Gomes Sacco discorreram em uma Mesa Redonda, acerca  "Consumo e Sustentabilidade na Contemporaeidade" trazendo um pouco de suas pesquisas e produção artísticas na área.

A participação do grupo de pesquisa também se estendeu até os GT's do evento com as comunicações do acadêmico Guilherme Susin Sirtoli e a Professora Dra. Cláudia Mariza Mattos Brandão, apresentando a pesquisa intitulada "O OLHAR FOTOGRÁFICO COMO POTÊNCIA CRÍTICA NA SALA DE AULA" no III Seminário Internacional de Ensino da Arte. O trabalho visa apresentar as ações desenvolvidas no âmbito do projeto de extensão 'O PhotoGraphein Vai à Escola", trazendo a reflexão e senso crítico dos escolares perante a linguagem fotográfica.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

PHOTOGRAPHEIN NA 3° SEMANA INTEGRADA UFPEL



Entre os dias 20 a 24 de novembro ocorreu na Universidade Federal de Pelotas a terceira edição da Semana Integrada  de Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão onde foram apresentadas as pesquisas fomentadas no PhotoGraphein - Núcleo de Pesquisa em Fotografia e Educação (UFPel/CNPq). Orientados pela professora e coordenadora do grupo Cláudia Mariza Mattos Brandão, o acadêmico Ítalo Franco Costa (Bolsista PIBIC) apresentou no Congresso de Iniciação Científica (CIC) a pesquisa intitulada  A FOTOGRAFIA COMO ARTE CONTEMPORÂNEA: REVISITANDO MULHERES IMAGINADAS que abordava as características da fotografia como arte contemporânea através de obras de artistas importantes, discutindo-as através do trabalho realizado pelo grupo em 18 de Agosto no espaço Mercosul Multicultural pertencente à universidade [link].

(Acadêmico Ítalo Franco)

Também o acadêmico Guilherme Susin Sirtoli apresentou, na mesma modalidade, a pesquisa intitulada A CENSURA NAS ARTES VISUAIS E OS REFLEXOS NA CONTEMPORANEIDADE, visando relacionar casos de censura acontecidos no meio das artes e dessa forma possibilitar o entendimento do quanto a arte é mal compreendida e re(existe) até os dias atuais. 

A acadêmica Dhara Fernandes Nunes Carrara juntamente com o acadêmico Guilherme Susin Sirtoli participaram também do Congresso de Extensão e Cultura com a pesquisa intitulada  'A FOTOGRAFIA E A ARTE POSTAL COMO OBJETOS DE REFLEXÃO DA REALIDADE ESCOLAR' no CEC. A pesquisa possuía como mote principal relacionar a fotografia como prática aguçadora do olhar reflexivo a atividades realizadas em diferentes escolas nas cidades de Pelotas e Rio Grande, integrando as ações do projeto de extensão “PhotoGraphein vai à Escola” (CA/UFPel). Tal projeto se insere no âmbito das ações de extensão do PhotoGraphein, levando para a realidade escolar o resultado de pesquisas desenvolvidas no Núcleo. 

 (Acadêmico Guilherme Sirtoli)




quinta-feira, 16 de novembro de 2017

PHOTOGRAPHEIN NA FRONTEIRA - SHOPPING PARTAGE


A exposição PHOTOGRAPHEIN NA FRONTEIRA, realizada entre 16 de novembro e 7 de dezembro de 2017, reuniu fotografias que os pesquisadores do PhotoGraphein – Núcleo de Pesquisa em Fotografia e Educação, da Universidade Federal de Pelotas,  registraram durante viagem de estudos às cidades da fronteira Brasil-Uruguai.
Os expositores Cláudia Brandão, Gustavo Reginato, Ítalo Franco e Rodrigo de Assis integram o grupo, formado por 24 pesquisadores de diferentes áreas, do projeto “O PARA-FORMAL NA FRONTEIRA BRASIL-URUGUAI: controvérsias e mediações no espaço público”. As ações do projeto são dedicadas a dar voz e visualidade à "para-formalidade" nas cidades da fronteira-sul, que fazem a divisa/união entre Brasil e Uruguai, relacionando as questões fronteiriças e a UFPel, a partir de cartografias urbanas e sociais. O projeto, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), é coordenado pelos professores Eduardo Rocha (FAURB/UFPel) e Cláudia Brandão (CA/UFPel).
Durante a estada em cada uma das cidades visitadas, Santana do Livramento-Rivera, Quaraí-Artigas, Jaguarão-Rio Branco, Barra do Quaraí-Bella Unión, Chuí-Chuy e Aceguá-Aceguá, os pesquisadores buscaram a compreensão desses espaços peculiares, fronteiriços, analisando-os como expressões de suas diferentes dinâmicas organizacionais e identidades culturais. As imagens expostas no Shopping Partage (Rio Grande) registram o cotidiano dessas cidades, suas praças, seus solos e a presença das escritas urbanas nos espaços, caracterizando diferentes percepções acerca das nuances dos processos sociais e históricos que permeiam tais lugares.
Na abertura da exposição foi realizado o lançamento do e-book “PhotoGraphein na Fronteira: Brasil-Uruguai”, organizado por Cláudia Brandão e Gustavo Reginato, do qual constam artigos e as imagens apresentadas na exposição.

E-book disponível em:









quarta-feira, 8 de novembro de 2017

FOTOGRAFIA COM PIPOCA – CIDADE NUA (1948)


Continuando com a programação para o segundo semestre de 2017, o Fotografia com Pipoca apresentou no dia 8 de novembro “Naked City” (1948), dirigido por Jules Dassin (1911 - 2008). A Doutoranda Tatiana Brandão (PUC/RS) foi a debatedora da sessão, abordando a relação entre fotografia, cidade e imaginário partindo das obras Noir do início da década de 40, e que marcaram sua identidade e deixaram um legado para o cinema internacional.

Coordenadora: Prof° Dr° Cláudia Mariza Mattos Brandão e Debatedora Tatiana Brandão



O FOTOGRAFIA COM PIPOCA é uma proposta do PhotoGraphein – Núcleo de Pesquisa em Fotografia e Educação (UFPel/CNPq) – aberta à comunidade em geral e vinculada ao projeto de pesquisa Do Pincel ao Píxel. Através da exibição de filmes e a realização de rodas de conversas, buscamos ampliar as discussões acerca da fotografia e suas (re)apresentações do mundo. 

sábado, 28 de outubro de 2017

PHOTOGRAPHEIN E CINE DUNAS CONVIDAM: BLADE RUNNER



A parceria entre PhotoGraphein e Cine Dunas - Balneário Cassino (Rio Grande, RS) trazem mais uma vez uma sessão de cinema comentada, com base nas atividades do projeto de extensão “Fotografia com Pipoca” [link]. A segunda sessão dessa nova etapa das atividades do Núcleo, que também visam ampliar a percepção dos amantes da arte cinematográfica acerca da recepção das imagens e suas mensagens, contou com a participação do professor Dr. Artur Barcelos (FURG), que no dia 28 de outubro comentou o filme BLADE RUNNER 2049, dirigido poDenis Villeneuve . A ideia é a de realizar sessões de cinema com debates temáticos, quando os lançamentos contemplarem discussões propostas pelo grupo.







segunda-feira, 23 de outubro de 2017

PHOTOGRAPHEIN NO I SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE INVESTIGAÇÃO EM ARTE E CULTURA VISUAL, EM MONTEVIDÉU



Entre os dias 23 a 25 de outubro, pesquisadores do PhotoGraphein viajaram para participar do I Seminário Internacional de Investigación em Arte Y Cultura Visual - Dispositivos y Artefactos / Narrativas y Mediaciones, uma parceria entre o Programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura, da Universidade Federal de Goiás, e o Instituto “Escuela Nacional de Bellas Artes”, da Universidad de La República (Montevideo, Uruguai).
No dia 23, no Espaço de Arte Contemporâneo, Guilherme Sirtoli e Ítalo Franco, ambos pesquisadores e bolsistas do Núcleo, apresentaram a pesquisa intitulada “O Roubo da Mona Lisa: Uma Análise da Imagem na Época de Sua Reprodutibilidade Digital”, que discorre sobre o processo de espetacularização da sociedade contemporânea (Debord, 1997), relacionando-o ao crescente processo de banalização da imagem acentuado pelo advento da fotografia, e a consequente transformação na relação obra de arte versus espectador. Como mote de reflexões acerca deste processo, foi utilizada a reação do público frente ao episódio do roubo da Monalisa (Leader, 2015), ocorrido no Museu do Louvre em Paris em 1911, ao qual é atribuído o surgimento da popularidade da obra de Leonardo Da Vinci. A discussão integra as ações do projeto de pesquisa “DO PÍNCEL AO PÍXEL: sobre as (re)apresentações de sujeitos/mundo em imagens”, desenvolvido no âmbito do PhotoGraphein – Núcleo de Pesquisa em Fotografia e Educação (UFPel/CNPq), que tem como objetivo refletir sobre a fotografia como um recurso de representação das pessoas e dos seus percursos (auto)biográficos, e, principalmente, de criação e acumulação de conhecimentos produzidos sobre os sujeitos/fotógrafos e seus imaginários.
No mesmo local, no dia 24, a professora Cláudia Brandão mediou a sessão paralela 24, apresentando também resultados de pesquisa desenvolvida a partir de estudos doutorais. Trata-se do texto “VISUALIDADES IMAGINADAS: TESSITURAS ENTRE FOTO-GRAPHIAS E FORMAÇÃO DOCENTE”, discutindo sobre a necessidade de docentes em formação compreenderem as imagens como produtos culturais e, portanto, produtos simbólicos dos humanos, haja vista a expressiva e complexa gama de significados que as imagens suscitam na contemporaneidade. Além disso, é preciso considerar que no contexto imagético contemporâneo a imagem fotográfica assumiu um papel diferenciado em função de sua larga escala de produção e divulgação. Considerando tal realidade, o trabalho problematiza a importância (trans)formadora da fotografia como um texto não-verbal que presentifica memórias e imagens em nós, no entendimento de que a memória é um reservatório do imaginário humano, como pretende Gilbert Durand. Nesse sentido, a discussão aborda em especial a foto-graphia, ou seja, um suporte para a (re)apresentação dos universos simbólicos pessoais dos sujeitos/docentes aprendentes, acadêmicos do curso de Artes Visuais (Centro de Artes, UFPel), que frutifica de devaneios poéticos, teorizados por Gaston Bachelard. Os resultados sugerem que as relações constituídas entre passado e presente instituem um circuito relacional no qual a ação imaginante da foto-graphia é potencializada, retroalimentando os processos de autoformação e enriquecendo o capital experiencial dos acadêmicos.

 (Acadêmicos Ítalo Franco e Guilherme Sirtoli)

(Professora Drª Cláudia Mariza Mattos Brandão)

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

DILEMAS E EXPECTATIVAS ACERCA DO SER PROFESSOR: FORMAÇÃO OU FORMATURA?



No dia 18 de outubro, teve início, no auditório do Museu do Doce, no Casarão 8 (Pelotas), o projeto de extensão coordenado pela professora Cláudia Brandão intitulado “Dilemas e Expectativas do Ser Professor: Formação ou Formatura?”, um ciclo de debates. Um projeto no formato de “ciclo de debate” é uma estrutura pedagógica que potencializa a reflexão e o debate sobre temas pertinentes à formação docente em Artes Visuais, respondendo à necessidade de incentivar modalidades plurais de pensamento sobre a docência no Brasil contemporâneo. A iniciativa busca promover tais ações no entendimento da importância fundamental de debates que reúnam acadêmicos e comunidade em geral, incentivando o surgimento de uma nova geração de jovens professores/pesquisadores e intelectuais, conscientes de que a formação docente é processual e contínua, à altura de enfrentar os desafios que os novos cenários - econômicos, sociais, políticos e culturais - oferecem. Além disso, o projeto oportuniza a apresentação/divulgação dos resultados de projetos desenvolvidos por acadêmicos e professores da rede pública, aproximando significativamente a UFPel/Centro de Artes da comunidade pelotense. A proposta será desenvolvida em três etapas focadas na Extensão, Pesquisa e Ensino, respectivamente, apresentando ao público os resultados de atividades desenvolvidas por acadêmicos do Centro de Artes, nos dois primeiros ciclos, finalizando com a participação de professores de Artes da rede pública das cidades de Pelotas e Rio Grande apresentando resultados de suas práticas em sala de aula.

O primeiro encontro contemplou as práticas de extensão universitária, quando foram apresentados resultados de projetos em andamento no Centro de Artes. Guilherme Sirtoli, bolsista de Extensão do projeto “PhotoGraphein vai à Escola” abordou resultados de práticas desenvolvidas em escolas na fala intitulada “A Fotografia e a Arte Postal Como Objetos de Reflexão Dentro da Realidade Escolar”; Ítalo Franco, bolsista de Iniciação Científica do PhotoGraphein - Núcleo de Pesquisa em Fotografia e Educação, discutiu sobre práticas que realizou em uma escola na cidade de São Jerônimo, na apresentação “O Livro de Artista Como Prática Investigativa do Universo da Criança”; e Lucas Machado, bolsista de Extensão do Projeto Arteiros do Cotidiano, com sua fala “Sobre Espaço e Identidade no Arteiros do Cotidiano”, abordou as atividades do projeto em 2016. 

 (Fala do Acadêmico Ítalo Franco)


 (Fala do Acadêmico Guilherme Sirtoli)



FOTOGRAFIA COM PIPOCA – MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA



Continuando com a programação para o segundo semestre de 2017, o Fotografia com Pipoca apresentou no dia 18 de outubro “Moça Com Brinco de Pérola” (2003), dirigido por Peter Webber, o mesmo de Hannibal, A Origem do Mal (2007) e Emperor (2012). O professor Dr Ricardo Perufo Mello (CA/UFPel) foi o debatedor da sessão, abordando em sua fala a origem da fotografia através da câmara escura,  e a mediação óptica do olhar na elaboração de pinturas  do Barroco holandês, no século VII, uma relação que está explicitada na obra fílmica.

O FOTOGRAFIA COM PIPOCA é uma proposta do PhotoGraphein – Núcleo de Pesquisa em Fotografia e Educação (UFPel/CNPq) – aberta à comunidade em geral e vinculada ao projeto de pesquisa Do Pincel ao Píxel. Através da exibição de filmes e a realização de rodas de conversas, buscamos ampliar as discussões acerca da fotografia e suas (re)apresentações do mundo. 

(Debatedor Professor Ricardo Perufo Mello)

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

PhotoGraphein no IV Encontro História, Imagem e Cultura Visual ANPUH-RS.

Durante os dias 27/09 até 29/09, aconteceu em Pelotas o IV Encontro História, Imagem e Cultura Visual ANPUH-RS. Na contemporaneidade, as discussões dos pesquisadores, tanto professores quanto estudantes, acabaram se encaminhando cada vez mais para a imagem ao invés do texto. Assim, as imagens – as fotografias, os monumentos, as caricaturas, as pinturas, as esculturas, as gravuras, o cinema e outras manifestações visuais – recebem cada vez mais incentivo e espaço nas análises acadêmicas. Esse movimento se deu em uma saudável interdisciplinaridade, necessária para a reflexão sobre o objeto visual.

Cartaz do IV Encontro História, Imagem e Cultura Visual da ANPUH – RS.

Os Encontros História, Imagem e Cultura Visual GT-ANPUH-RS buscou reunir as discussões atualizadas da área e tiveram suas edições em 2011- UFPel; em 2013 – PUC-RS; e em 2015 – UFRGS.  Agora, em sua IV edição, retornou à Universidade Federal de Pelotas. Os pesquisadores do PhotoGraphein, Guilherme Susin Sirtoli e Ítalo Franco Costa apresentaram uma pesquisa no evento que estão desenvolvendo dentro do núcleo.  O trabalho focou questões relativas à reprodutibilidade das imagens de Mona Lisa e Che Guevara, discutindo sobre a relação de tais imagens com a cultura contemporânea, seus contextos históricos e suas consequentes espetacularização.
Autor Desconhecido: Imagem que circula a internet representando um híbrido entre Mona Lisa e Che Guevara.


Fonte: https://wp.ufpel.edu.br/geografia/2017/08/16/iv-encontro-historia-imagem-e-cultura-visual-anpuh-rs/


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

FOTOGRAFIA COM PIPOCA – O LIVRO DE CABECEIRA






O PhotoGraphein iniciou, no dia 27 de setembro, as sessões do projeto relativas ao segundo semestre de 2017 com o filme Livro de Cabeceira, do diretor Peter Greenway. A obra, lançada em 1997, conta a história de Nagiko e importantes passagens de sua vida, com relação a um ritual ensinado por seu pai, no qual, durante cada aniversário, bênçãos eram escritas em seu corpo enquanto sua tia lia passagens de um antigo manuscrito. O filme foi debatido pela professora Drª Márcia Regina Souza (CA/UFPel), que trouxe reflexões sobre a potência das palavras e das grafias, discutindo sobre escrita, pintura e cinema, e a técnica do livro de artista.

O FOTOGRAFIA COM PIPOCA é uma proposta do PhotoGraphein – Núcleo de Pesquisa em Fotografia e Educação (UFPel/CNPq) – aberta à comunidade em geral e vinculada ao projeto de pesquisa Do Pincel ao Píxel. Através da exibição de filmes e a realização de rodas de conversas, buscamos ampliar as discussões acerca da fotografia e suas (re)apresentações do mundo. 



Debatedora Professora Márcia Regina Souza (CA/UFPel)

sábado, 23 de setembro de 2017

PHOTOGRAPHEIN E CINE DUNAS APRESENTAM: IT – A COISA



Com base nas atividades do projeto de extensão “Fotografia com Pipoca” e em sua boa recepção por parte do público, o PhotoGraphein iniciou uma parceria com o Cine Dunas, um cinema de calçada localizado no Balneário Cassino (Rio Grande, RS). A ideia é a de realizar sessões de cinema com debates temáticos, quando os lançamentos contemplarem discussões propostas pelo grupo. A primeira sessão dessa nova etapa das atividades do Núcleo, que também visam ampliar a percepção dos amantes da arte cinematográfica acerca da recepção das imagens e suas mensagens, contou com a participação do professor Dr Raphael de Boer (FURG), que no dia 23 de setembro comentou o filme IT- A COISA, o remake do clássico de Stephen King. Rafael discutiu sobre as peculiaridades de filmes do gênero horror, destacando relações metafóricas com o comportamento humano e questões estéticas da obra. 




quarta-feira, 6 de setembro de 2017

PHOTOGRAPHEIN apresenta: REVISITANDO MULHERES IMAGINADAS

Pôster de divulgação da exposição Revisitando Mulheres Imaginadas
Crédito da imagem: Cláudia Brandão

No dia 18 de agosto, às 16h, no espaço Mercosul Multicultural da UFPel, antigo prédio da Brahma (Pelotas), foi apresentada ao público a instalação "Revisitando Mulheres Imaginadas", que contou com um painel lambe-lambe, com 400 x 90 cm, produzido através de colagem digital de fotografias, pelos integrantes do PhotoGraphein, Ana Safons, Cláudia Brandão, Dhara Carrara, Guilherme Farias, Guilherme Sirtoli, Helena Barbieri e Ítalo Franco. A proposta resgata registros da Performance/Exposição "Mulheres Imaginadas", apresentada no mesmo espaço em dezembro de 2012, na cerimônia de sua instalação, propondo uma discussão artística acerca de imaginários que envolvem a figura da mulher em diferentes sociedades e tempos históricos. Esses registros foram acrescidos de novas produções fotográficas, que visam atualizar a discussão acerca da mulher na contemporaneidade, na consideração da atualidade da discussão. Na Galeria Brahma aconteceu uma roda de conversa com a participação da professora Cláudia Brandão, abordando a concepção do projeto; Tatiana Brandão, discutindo sobre a obra da artista estadunidense Cindy Sherman; e Ana Safons, Dhara Carrara, Guilherme Farias, Guilherme Sirtoli, Helena Barbieri e Ítalo Franco, apresentando as motivações de suas produções.

Ana Safons apresentou duas fotografias e teve como objetivo e potencialidade deste processo criativo subverter a narrativa socialmente estabelecida sobre o corpo da mulher. Foi explorado em suas produções, práticas corporais e a política contemporânea do corpo para tentar fazer com que o público reflita sobre os aminhos silenciosos pelos quais o poder penetra em nossa rotina. Mais do que sobre arte ou sobre teorias feministas e de gênero, sua imagem é sobre devolver o corpo da mulher a ela mesma, na sua prática cotidiana. A primeira imagem traz uma mulher negra e representa seu processo de branqueamento social, o que nos leva a refletir se essa mulher deve sujeitar-se a esse tipo de aceitação social, se ela precisa engolir a gosma branca que se prende ao seu corpo, com tantos significados.
A segunda imagem, onde representa uma mulher despida, plastificada, remodelada, traz a proposta de reflexão sobre a mulher mercadoria, que é oferecida ao mercado como objeto de consumo, que assim como a mulher negra, se objetifica ao procurar seduzir o outro através de fetiches do salto agulha, do sapato vermelho e a boca delineada com batom. Partindo do entendimento de que “O corpo é a casa que habitamos – e que escolhemos para viver”, a artista busca provocar uma insurreição a ideia de que o corpo ainda tem que se virar para seguir padrões impostos pela mídia e pela sociedade, onde esta procura a cada década remodelá-lo.

A artista visual Dhara Carrara expôs uma fotografia de uma mulher trans cobrindo os olhos. Esta imagem faz parte da série fotográfica Visivelmente Invisível que é composta por 79 fotos de diferentes mulheres da contemporaneidade. A imagem apresenta uma discussão sobre a diversidade e a invisibilidade da mulher na contemporaneidade e problematiza como tipo físico, orientação sexual, etnia e gênero são fatores utilizados como justificativa para um tratamento desigual, machista, estereotipado e ainda muito presente na atualidade, na mídia e na própria sociedade.

Guilherme Farias retrata produtos de consumo comercializados dentro da nossa sociedade que em suas embalagens e propagandas utilizam a imagem da mulher como um objeto de desejo para observador, o que torna de maneira negativa mulher e produto serem mesma coisa. Esta obra tem como objetivo tornar explícito o modo que são expostas relacionadas a embalagens como: Safadona. Entre outras que definem um padrão de beleza e o posicionamento da figura feminina na sociedade.

O pesquisador Guilherme Sirtoli através de sua colaboração dentro da proposta, utilizou uma imagem que representa o anonimato da mulher dentro da sociedade e a consequente invisibilidade que a a mesma acaba sofrendo pela mídia. A imagem também conversa com o medo urbano de uma mulher andar sozinha pelas ruas, que é discutido cada vez mais na contemporaneidade.

Helena Barbieri traz a temática das preocupações atuais: A exposição ou superexposição das mulheres. A questão discutida é o julgamento a respeito do nu feminino quando usado para empoderamento de si mesma. Espera-se que as mulheres exponham a si e seus corpos e quando isso é feito por vontade própria é mal visto. Há uma naturalização do nu feminino com as redes cosias, quando sem o consentimento da mulher exposta, quando "vazado".
A imagem retrata a "Monalisa do séc. XXI" por representar o modo como devemos enxergar as mulheres: Livres e donas de seus corpo, fumando por que querem sem se importar que isso não seja "coisa de menina"


Ítalo Franco utilizou a Barbie que serve para trazer a reflexão do corpo ideal da mulher e os padrões de beleza. Ao ficar em um tamanho próximo das outras mulheres imaginadas no painel, podemos notar como as formas da boneca são desproporcionais ao corpo humano e, como o corpo magro e a pele clara ainda reforça o preconceito. Visto que as bonecas negras da franquia Barbie estão em números bem menores e são bem menos populares.

Crédito da imagem: Cláudia Brandão

Crédito da imagem: Cláudia Brandão

Crédito da imagem: Cláudia Brandão

Crédito da imagem: Cláudia Brandão

Crédito da imagem: Cláudia Brandão

Crédito da imagem: Cláudia Brandão

Crédito da imagem: Cláudia Brandão

Crédito da imagem: Cláudia Brandão

Painel lambe-lambe da exposição Revisitando Mulheres Imaginadas
Crédito da imagem: Cláudia Brandão